Resolve teus BO’s.

Eu voltei pra terapia. Depois de 2 anos e 2 meses bem e estável, resolvi voltar. Não que eu achasse que realmente precisava, é mais uma “manutenção preventiva”… Ou não?

SPOILER: Não é.

Essa semana conversei pela 1ª vez com a nova psicóloga. A empresa que trabalho tem como benefício a psicoterapia e pensei “por que não?”. Terapia é algo muito bom de se fazer mas, por conta dos valores, acabamos deixando pra lá, não é? Da 1ª vez que fiz, aproveitei um serviço da UFPA e melhorei muito. Fiz um ano e ainda tive acompanhamento de psiquiatra, mas é aquele lance: demora pra fazer efeito.

Enquanto eu relatava as coisas nessa 1ª sessão, fui vendo como tem coisas que eu só ando “engolindo” e não tô “digerindo”. No dia-a-dia a gente engole cada sapo que nem se dá conta, mas tem uma hora que essas coisas começam a voltar e nessa hora, meu amigo, sai de baixo.

Uma das coisas que quero cuidar é uma ansiedade que, muitas vezes, passa dos limites do tolerável.

Não sei se dá pra notar, mas sou uma pessoa muito, muito ansiosa e isso me prejudica em vários momentos. Ah, também sou muito traumatizada com isso.

O INÍCIO DO TRAUMA.

Quando eu estava dando meus primeiros passos na Publicidade, estagiei (e depois fui contratada) por uma agência de Belém que me fez ODIAR aquela vida (só voltei a trabalhar em uma agência uns 6 anos depois, e só porque era home office). Assédio moral e trabalhista eram o café da manhã de lá.

Eu me sentia tão mal mas tinha medo de reagir porque era meu 1º emprego e o dono de lá fez questão de gritar na frente de todo mundo, logo na minha 1ª semana, que ele poderia me demitir e me queimar pra cidade toda.

Se eu soubesse o quanto ele já era queimado, teria gargalhado e simplesmente ido embora.

Com o passar das semanas e meses, as coisas foram ficando mais estranhas. Um belo dia ele falou pra toda a empresa: “Quem aí tá precisando muito do dinheiro desse mês? Não vai dar pra pagar todo mundo agora.” Eu levantei a mão porque, apesar de morar com a minha mãe, era bom ter meu dinheirinho pra pagar minhas poucas contas daquela época (celular, táxi, comprar minhas coisas, etc). E ele respondeu (em alto e bom som): “Mas tu moras com a tua mãe, não precisas de dinheiro”.
Eu quis morrer.

E outras várias coisinhas foram acontecendo até eu sair da agência, poucos meses depois (dá um episódio de podcast todo esse rolê), mas digamos que a saída de lá não foi nada boa). E o trauma ficou.

Então, sim, eu tenho muito medo de errar e de entrar em conflitos.

MAS O QUE FAZER COM TUDO ISSO?

A única coisa que eu posso fazer é resolver meus BO’s e isso envolve revisitar esses momentos e ressignificá-los. Não é porque isso aconteceu uma vez que vai acontecer outras vezes. Não posso ficar revivendo esses momentos ou ficar imaginando que eles podem acontecer novamente.

A psicóloga me passou uma pequena “tarefa” que ela chamou de “Carta de Liberação”, uma espécie de “decreto” em que vou listar as coisas das quais quero me livrar e soltar pro Universo. Ainda não comecei a minha, mas tenho certeza que esse meu medo de falhar e esses traumas relacionados a trabalho entrarão no texto.

Resolver os BO’s não é algo simples, mas precisamos.

Já resolveste os teus?

2 comentários em “Resolve teus BO’s.

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