Livros de Janeiro/22.

Uma das minhas promessas para esse ano de 2022 é ler mais. A cada início de mês pretendo fazer uma lista dos livros que li no mês anterior e talvez, quem sabe, uma lista dos livros que pretendo ler no novo mês. Será que consigo? Só seguir o blog pra descobrir! 😅

Em Dezembro/Janeiro tive férias, o que me deu um tempinho extra pra ler. Mergulhei na minha estante e mesclei livros novos com antigos, mas já aviso de cara, são todos da DarkSide® Books.

A playlist que mais ouvi foi Lo-fi to read, um mix de músicas lo-fi tranquilas que vão muito bem com as leituras.

Seres Mágicos & Histórias Sombrias

Seres Mágicos & Histórias Sombrias, é uma coletânea organizada por Neil Gaiman e Al Sarrantonio e publicada por aqui em 2015.

Na verdade eu comecei a ler esse livro no ano passado, mas foi no comecinho desse ano que terminei. Fui lendo devagar, afinal, ele é formado por diversos contos, então não existe motivo para ler correndo (meu horário favorito para ler é antes de dormir).

Neil Gaiman, na introdução do livro, escreveu assim:

“Assim que tive idade suficiente para ler, passei a ser uma daquelas crianças que precisava ter um livro ao alcance da mão. Eu lia um livro por dia, ou mais. Queria histórias, e queria sempre, e queria a experiência que só a ficção podia me dar: eu queria estar dentro delas“.

Ao longo de 27 contos reunidos e editados pela dupla, é isso que acontece: somos transportados para ambientes que, apesar de corriqueiros, contém um toque de magia, seja num museu, num beco ou numa praça bem iluminada.

Dentre os autores publicados, vale destacar o próprio Neil Gaiman, Peter Straub, Chuck Palahniuk, Al Sarrantonio e Joe Hill.

Só os Animais Salvam

Só os Animais Salvam, de Ceridwen Dovey, foi publicado aqui no Brasil em 2017.

Este foi o livro que escolhi para começar o ano oficialmente, achei que seria uma leitura leve e fofa. ME ENGANEI. Chorei horrores.

O livro mistura pessoas reais com animais imaginados pela autora, atribuindo uma alma e história para cada um deles. Aliás, é a alma deles que conta as histórias: ao começar cada uma delas, o animal já está morto. Ah, sim, o livro é uma espécie de coletânea também.

Na introdução, Dovey explica:

“Todas as histórias desse livro tem como objetivo homenagear muitos autores que escreveram sobre animais. Muitos dos narradores animais utilizam palavras, expressões e frases presentes no trabalho de outros grandes autores.”

Ao longo do livro, 10 animais narram de suas perspectivas eventos históricos importantes, como as duas guerras mundiais e a corrida espacial. Podemos considerar que cada conto é uma fábula moderna sobre humanidade e sobre o quão sortudos somos por termos esses seres ao nosso lado.

Amityville

Amityville, de Jay Anson, foi publicado aqui no Brasil em 2021.

Você teria coragem de morar numa casa que já foi palco de diversos assassinatos? A família Lutz teve essa coragem… Por apenas 28 dias, antes que a casa os expulsasse de lá de vez. A história da casa localizada na 112 Ocean Avenue já inspirou mais de 20 filmes desde a década de 70 e continua instigando a imaginação de muita gente.

O livro de Jay Anson (que serviu como base para a maioria dos filmes) traz um relato minucioso do curto período em que a família Lutz habitou a casa e conta em detalhes os eventos presenciados pelos 5 membros, desde as mudanças bruscas de temperatura (sentidas mais por George Lutz) até os ataques sofridos pelo padre Mancuso (um amigo da família que tentou ajudá-los desde o início). Apesar do horror crescente, sair da casa recém-adquirida também traria muitos problemas:

“Todas as malditas coisas que temos no mundo estão aqui! Investi muito nesta casa para simplesmente abandonar tudo desse jeito!”

A presença maligna que habita a casa, e que já havia vitimado a família DeFeo dois anos antes, está ainda mais poderosa, e os Lutz, enfim, decidem deixar tudo para trás e fugir. O que se segue à fuga é um espetáculo midiático que os faz cortar relações com a imprensa, mas isso é assunto para outro texto.

Porco de Raça

Porco de Raça, de Bruno Ribeiro, foi publicado aqui no Brasil em 2021.

Foi o 1º livro de um autor nacional que li em pelo menos dois anos e eu não estava preparada para ele.

Os fracos do mundo não costumam bater, mas aprendem desde cedo a apanhar. Por isso o murro da puta no meio da minha cara não doeu, tornou-se mais um entre os milhares de socos que levei na vida.”

Essas são as primeiras palavras do livro e já me pegaram de jeito. A história do professor falido e com mais problemas do que consigo contar nos dedos é, acima de tudo humana. Nosso narrador é um sujeito que não nasceu na periferia, mas escolheu viver nela em nome de um ideal. E foi esse ideal que o fez ser capturado e jogado no “Açougue”, um ringue de lutadores mascarados que lutam por suas vidas.

A história, cheia de reviravoltas, escancara uma realidade que, apesar de alternativa, não está tão longe assim do que vivemos. O mundo só se preocupa com o que passa nas tela e não se pergunta quem está por trás de tudo aquilo que rola nelas. #FicaDica.

Vale lembrar que a obra foi campeão do Prêmio Machado DarkSide®.

Floresta dos Medos

Floresta dos Medos, de Emily Carroll, foi publicado aqui no Brasil em 2019.

A HQ foi uma das primeiras obras que li da DarkSide®, mas resolvi reler nesse começo de ano, adoro as ilustrações da autora.

Ao longo das páginas, passeamos por 6 histórias que envolvem florestas, seja para buscar abrigo ou seja ela apenas uma parte do caminho pelo qual precisamos passar. A autora nos faz sentir o pânico de suas personagens e nunca mais olharemos para as florestas do mesmo jeito.

Naquela noite, o sol se pôs vermelho como sangue em um céu branco. E, ao ver aquilo, soube que nosso pai estava morto.”

Numa rápida olhada, as ilustrações podem parecer de um livro infantil, mas não se enganem, de infantil, esse livro não tem nada.

As histórias nem sempre têm um final fechado, ficando a cargo do leitor interpretá-las do jeito que lhes convém, o que pode assustar ainda mais.

Nós e as Estrelas

Nós e as Estrelas, de Kelsey Oseid, foi publicado aqui no Brasil em 2021.

“Um passeio ilustrado pelo céu”, é assim que o livro se define e é assim que ele é. O livro, além de lindíssimo, traz de forma didática informações sobre o espaço e sobre o nosso próprio planeta, como se a autora pegasse nossa mão, apontasse para o céu e contasse a história de cada constelação que há nele, assim como de diversos outros objetos que estão vagando por esse espaço infinito acima das nossas cabeças.

“Reservar um momento no qual seja possível olhar para cima é conectar-se a uma experiência humana ancestral e pode ser grande fonte de encantamento e assombro.”

Eu sempre gostei de Astronomia, sempre, sempre, sempre. Colecionava matérias sobre o assunto que eu recortava de algumas revistas e lia tudo o que pudesse para tentar entender um pouco mais sobre quem somos e o que tem ao nosso redor. Com 9 anos eu já sabia que a Lua se afastava cerca de 4 cm por ano da Terra e, a cada aniversário, eu fazia as contas de quanto ela já havia se afastado desde o meu nascimento. 😅

Na época eu não sabia muito bem porque isso acontecia, mas achava a informação fascinante. Passaram-se alguns anos até que, em uma aula de Física, o professor explicasse que o Universo ainda estava em expansão e, por isso, tudo estava se afastando.

O livro explica de maneira simples e ricamente ilustrada fenômenos como a aurora boreal, os eclipses e a diferença entre meteoroides, meteoros e meteoritos. Apesar das explicações terem um caráter bem científico, elas também passeiam pelo lado místico e contam as origens dos nomes das constelações, estrelas e luas do nosso Sistema Solar, um prato cheio para qualquer um que se interesse pelo assunto.

Janeiro rendeu. Vamos ver como será Fevereiro!

❤️

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