Livros de Março/22.

Uma das minhas promessas para esse ano de 2022 é ler mais. A cada início de mês pretendo fazer uma lista dos livros que li no mês anterior e talvez, quem sabe, uma lista dos livros que pretendo ler no novo mês. Será que consigo? Só seguir o blog pra descobrir! 😅

Em Março eu enfrentei uma pequena ressaca literária, hahaha. Li pouco e confesso que assisti muita série e filme (mas isso é papo pra outro post), o saldo do mês foi de apenas 3 livros lidos.

A playlist que mais ouvi foi Lo-fi Songs for Slow Days, um mix que inclui músicas lo-fi para várias ocasiões, como dias chuvosos, quentes e relaxantes.

Hell House

Hell House, de Richard Matheson, foi publicado aqui no Brasil em 2021.

A Mansão Belasco é conhecida como “o Everest das casas mal assombradas” e esse apelido não é à toa: praticamente todos que a conheceram enlouqueceram ou morreram, o que fez com que ela se tornasse um objeto de pesquisa, digamos, interessante.

E é aí que começa a nossa história, com um grupo de pesquisadores interessados em saber se existe vida após a morte.

“Não estou em busca de mentiras, — asseverou Deutsch — comprarei a resposta, seja qual for. Desde que seja definitiva.”

A história demora um pouco pra começar “de verdade”, mas ela fica bem pesada e contém alguns gatilhos, com muitos acontecimentos grotescos na casa. Confesso que, na noite em que terminei de ler, tive um pesadelo horrível (muito pior que os pesadelos que tive com Elementais).

Hell House, foi o último livro da Coleção DarkHouse que li. Já tô ansiosa para saber se vem mais esse ano.

Eu, Lixeiro

Eu, Lixeiro, quadrinho de Derf Backderf, foi publicado aqui no Brasil em 2021.

Peguei esse quadrinho sem saber muito sobre ele. Na época do lançamento, li pouco sobre a obra porque queria que ela me surpreendesse (e ainda bem que fiz isso!)

Eu, Lixeiro narra um ano da vida de JB, um jovem de 21 anos que resolve trancar a universidade e arranja um emprego na Secretaria de Serviços Urbanos, o que ele não esperava era que o emprego fosse para recolher o lixo da cidade.

O quadrinho não parece dar muita atenção à passagem do tempo, com as situações sendo narradas de forma solta, como se fosse só um amontoado de dias da vida de JB. Junto à rotina, JB vai apresentando dados e fatos sobre a produção de lixo dos Estados Unidos:

“De 1960 em diante, o lixo doméstico nos EUA cresceu radicalmente, conforme o consumo ostensivo e a obsolescência programada viraram norma. Viramos uma sociedade do descartável.

A leitura é rápida, apesar de serem mais de 240 páginas, e existe um humor bastante peculiar na história (não estou dizendo que é um quadrinho engraçado, mas usa de um humor meio seco para narrar a rotina da coleta de lixo).

O Chamado de Cthulhu

O Chamado de Cthulhu, adaptação de Françoise Baranger, foi publicado aqui no Brasil em 2021.

Eu li Lovecraft pela primeira vez quando tinha 18 anos e, muito provavelmente, esse foi o 1º conto que li — afinal, é o conto mais famoso de todos. Quem ouviu o episódio do PudimCast sobre Lovecraft, já sabe o que penso dele (quem ainda não ouviu, pode ouvir aqui), mas não custa nada falar de novo: gosto da obra, não do autor.

De todas as versões que li desse conto, essa é a mais bonita! O livro é lindamente ilustrado por Françoise Baranger e a estética dele praticamente nos coloca dentro da história, como se estivéssemos o tempo todo ali, só observando.

“… Algum dia a reunião do conhecimento dissociado revelará paisagens tão terríveis da realidade e de nossa pavorosa posição nela que ou enlouqueceremos com a revelação ou fugiremos da luz mortífera em direção à nova era das trevas.”

A descoberta de documentos estranhos, acontecimentos bizarros e a perturbadora obra de um artesão colocam um homem numa busca que será sua perdição. Se ele a terminará louco ou morto, só lendo para descobrir.

OBS.: Muitos anos atrás fiz parte da equipe de revisão de um projeto — do Site Lovecraft — que publicou de forma independente um livro com diversos contos do autor. E isso foi numa época em que os financiamentos coletivos ainda nem existiam! 😁

Março não rendeu tanto. Vamos ver como será Abril!

❤️

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