Alguns meses atrás eu estava procurando emprego e, como meu portfólio está hospedado aqui no site, achei melhor esconder meu último texto, em que falo sobre depressão. Não me parecia uma boa ideia que possíveis empregadores soubessem que tive uma crise braba esse ano. Mas hoje, relendo o post, preciso confessar que gosto dele e que faz parte de mim.
Também preciso confessar o que aconteceu desde que o escrevi.
As aulas voltaram
Uma das coisas que contei no último texto foi que minhas aulas voltariam. Pois bem, voltaram. Eu estava matriculada em apenas duas matérias — com 3 dias de aula por semana — e consegui me matricular em mais duas, dessa vez, no formato TEI (Turma de Ensino Individual). E tenho trabalhos para entregar em todas elas, rá.
O primeiro dos dois semestres que faltavam para terminar o curso, já está perto do fim. Começo a sentir uma certa pré-nostalgia quando vou para a UFPA, é como se aquele lugar fosse sumir em breve e eu precisasse desesperadamente guardar algumas coisas na lembrança. Minha vida acadêmica é uma bagunça, mas, aos trancos e barrancos, parece ter se ajeitado.

Uma das disciplinas que estou cursando é Seminário de TCC e preciso finalizar o pré-projeto da minha pesquisa. Escolhi um assunto que amo — podcasts — mas falar deles academicamente é muito chato, hahahaha. É como dizem por aí “escolha um assunto que ama e passe a odiá-lo”.
A academia continua incerta
Ainda estou passando pelos meus picos de ir vários dias seguidos pra academia e faltar por um período ainda maior. Pra completar, estão fazendo algumas obras perto do local (por conta da COP 30) e tá um inferninho chegar e sair de lá.
O que ainda está mais ou menos estável é o Pilates. Tenho aulas duas vezes por semana e, na maioria das vezes, consigo ir nos dois dias, mas ainda tenho algumas reposições pra fazer dos dias que não fui. Atualmente estou fazendo o Pilates de Estúdio, mas o Solo ainda mora no meu coração.
Senti na pele como o exercício físico faz bem. Boa parte de ter superado a depressão foi por me obrigar a ir pra academia e, hoje em dia, noto que se falto muito, volto a ter crises de ansiedade. Puxar ferro faz bem, quem diria?!
Primeira campanha política ✅
Trabalhei, pela primeira vez na vida, numa eleição. Nunca pensei que um dia teria essa experiência, porque não me interesso muito por marketing político, mas fui procurada e, embora tenha recusado o trampo, insistiram para que eu o pegasse. Como a economia não tá tão legal assim pra gente ficar escolhendo, acabei topando, e não me arrependo nem um pouco.
A candidata com quem trabalhei foi incrível, cheia de ideias e propostas que condizem com a minha visão de mundo. Foi uma baita experiência estar do lado dela e ter uma pequena equipe com quem eu me comunicava diariamente (éramos três nas redes sociais).
Não sei se vou repetir essa experiência algum dia. Amigos com quem conversei estão exaustos da campanha e, alguns deles, ainda estão trabalhando (2º turno vem aí).
O PudimCast® voltou!
Consegui produzir um episódio novo num formato um pouco diferente do que estou acostumada. Embora falar de lendas e causos seja algo comum no podcast, dessa vez eu foquei em histórias do meu Estado (Pará) e gravei presencialmente.

O presencial é diferente, né? Por causa do formato, foi praticamente uma entrevista, mas muito menos formal do que se esperaria. Combinei por altos alguns tópicos com o Ramon, que é controlador de tráfego aéreo e entusiasta de terror, e gravamos em Julho, aproveitando uma visita dele à cidade.
Pudim Amarelo #19 – Lendas e Causos Paraenses
Muitas coisas ficaram de fora então, quem sabe, não vem uma parte 2 por aí?
Os dias estão mais coesos
Com o fim do tratamento, ficamos eu e meu cérebro contra o mundo. Reorganizei algumas das minhas atividades rotineiras (como trabalhar, regar as plantas e cuidar da casa) e isso preencheu o vazio que eu sentia todos os dias sem saber o que fazer.
Também estou — aos poucos — dando prosseguimento a alguns projetos que eu tinha abandonado e não conseguia ver para onde ir com eles. Organizar o passo-a-passo de cada um me ajuda a ver todo o caminho que ainda tenho a percorrer.
No fim do dia, consigo deitar a minha cabeça e dormir em paz, mesmo sem remédios. Consegui fazer isso desde a 1ª noite, mesmo achando que isso não seria possível dados os meses que precisei deles pra dormir.
E é primavera!
A “estação das flores” começou mês passado e, morando na Amazônia — região que só tem verão e inverno —, é preciso treinar um pouco o olhar para reconhecê-la:

Eu adoro ver os ipês nessa época do ano, a cidade fica encantadora com as flores em tons que vão do rosa ao branco. Um dos meus hobbies é procurar os ipês de floração tardia, que vivem seu ápice semanas após os primeiros começarem a florescer.
Também é primavera pra mim: Consegui me recuperar totalmente da crise depressiva, o que é ótimo. Passei por muitos dias ruins esse ano, mas consegui superá-los. É aquilo que eu sempre digo: Depressão é uma doença que tem cura. Só procurar a ajuda certa.
Pra todo mundo que está passando por isso, eu garanto: vai passar.
Pode me cobrar.

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