“Correndo atrás do prejuízo”

Comecei o Pilates, é isso. A pandemia tá acabando comigo e tá na hora d’eu correr atrás do prejuízo. Vai dar trabalho, mas tenho fôlego. Eu acho. Bem, pelo menos eu tô treinando pra ter fôlego. E flexibilidade. Talvez até mesmo tocar nos pés sem dobrar os joelhos.

Trabalho 8 gloriosas horas por dia sentada. Claro, às vezes eu levanto, pego uma água na geladeira, dou uma volta pela casa mas, essencialmente, passo o dia todo sentada. Talvez esse comportamento tenha começado lá nos anos 80/90 com o advento dos computadores. De lá para cá, se tornou totalmente aceitável trabalhar o dia inteiro sentado, mas isso faz um mal danado pro corpo.

Não vou entrar em detalhes técnicos (até porque não sou da área), mas ficar o dia todo assim acaba com o corpo e a primeira parte afetada — geralmente — é a coluna. A minha, inclusive, começou a dar sinais, fortes sinais, de que algo tava errado ainda no ano passado. De lá pra cá, as dores e o desconforto pioraram muito (apesar das medidas paliativas) e chegou num ponto que meu corpo gritou por um cuidado especial. Minha mente também, pra falar a verdade, porque preciso de um tempinho pra parar tudo e não pensar em mais nada.

Foi assim que cheguei no Pilates.

Pilates ou BDSM? 😈

O método

Criado há um século (década de 1920) por Joseph Pilates, a metodologia Pilates visa desenvolver uma ligação entre corpo e mente para que, em sintonia, possam “funcionar” de forma plena. Através de exercícios de pequeno impacto, é possível ganhar consciência corporal e melhorar a relação com o nosso corpo (além de irmos, pouco a pouco, estendendo os limites dele).

O método é baseado em 6 princípios básicos (que eu aprendi logo na primeira aula):

Controle

É aqui que a nossa jornada começa, no controle. Sem ele, nada acontece. Será necessário exercitar o controle do corpo (nos movimentos e respiração) e da mente (em se focar no presente e se concentrar).

Concentração

O Pilates busca fortalecer a conexão entre nossa mente e corpo com foco nos movimentos e no momento presente, ou seja, o mais importante é como você está no momento da aula/treino. É preciso deixar as preocupações de lado e se focar no presente (ansiedade agradece).

Respiração

A respiração tem um papel fundamental aqui: não dá pra fazer esses exercícios sem se atentar à forma como estamos respirando. Os movimentos precisam ser coordenados com o ato de respirar, que deve ser sentido em toda a sua essência (então é bom fazer algumas respirações antes de começar os exercícios).

Concentrada na respiração (foto de 2020)

Centralização

Como uma metodologia centrada na coluna, o Pilates trabalha principalmente os músculos centrais do corpo, que são os responsáveis pela sustentação da coluna e dos órgãos internos. Busca-se o fortalecimento desses músculos através da maioria dos exercícios do Pilates, mesmo que às vezes isso não fique tão explícito (não é como se você chegasse lá e fizesse 30 abdominais).

Com esses músculos mais resistentes, é possível trabalhar a reestruturação postural, o alinhamento e a estabilidade da coluna, o que faz com que as dores nas costas diminuam e — até — desapareçam por completo (claro que cada caso é um caso, mas um controle total da dor é possível através do Pilates, principalmente quando as fontes das dores são a má postura).

Precisão

A execução dos movimentos deve ser precisa, afinal, estamos trabalhando o aumento da nossa percepção corporal. Para que os movimentos sejam executados da forma mais precisa possível, eles devem ser feitos lentamente, dando tempo para que possamos sentir como nosso corpo se comporta.

Fluidez

No começo, pode ser difícil fazer tudo de forma fluída mas, aula a aula, tudo vai se tornando natural e os movimentos ficam fluídos e harmônicos. Os movimentos não devem ser relaxados, mas também não devem demandar um esforço muito grande.

E daqui pra frente?

Quem me acompanha aqui no blog ou pelas redes sociais, já sabe que eu tô lutando há tempos para ter uma rotina de exercícios físicos (desde que a pandemia começou, não pisei mais na academia), mas eu tenho ZERO disciplina pra fazer isso em casa, por isso foi preciso ir para um estúdio de Pilates.

Mas confesso que, só nesse pouquinho de aula, já comecei a me atentar mais para as coisas que faço com meu corpo no dia-a-dia. Nos dias que não vou para o Pilates, faço pelo menos alguns alongamentos leves em casa, mas ainda não se tornaram um hábito (mais falhei do que fiz até agora). Minha alimentação também está mudando aos poucos.

Outra coisa que agora tô me atentando mais é a alimentação:

Salada pós-treino

Parece que a era fitness finalmente chegou, será? Vamos aguardar as cenas dos próximos capítulos!

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