Primeiros passos

Hoje acordei cedo e uma frase ecoou na minha cabeça. Não sei se sonhei com ela, se a ouvi em algum lugar, ou se ela apareceu magicamente na minha cabeça depois de algumas reflexões individuais, mas a verdade é que não consigo tirá-la da cabeça:

“Toda jornada, por mais longa que seja, começa com um primeiro passo.”

Isso é verdade tanto no sentido real quanto no figurado: Só nos movemos após darmos um primeiro passo, independente da direção que estamos tomando.

Eu tenho muita dificuldade em começar certas coisas como, por exemplo, exercícios físicos. Não é que eu não goste deles, mas estou há tanto tempo “em repouso” que é muito, muito difícil sair dele (sedentarismo que chama). E por muitos meses negligenciei totalmente isso. Quando eu morava no apartamento era um martírio me vestir e descer pra caminhar, existiam muitos micro-conflitos:

  1. Roupas de academia, por mais que sejam confortáveis de usar, sempre me deixaram desconfortável. Não gosto de me olhar no espelho com elas (embora tenha feito algumas fotos no espelho da academia na época em que eu malhava, bem antes da pandemia);
  2. Eu morava no último andar, a 64 degraus de distância do planeta Terra. Para descer era fácil, mas subir tudo aquilo era a morte;
  3. Os engenheiros do condomínio que eu morava simplesmente ESQUECERAM que pessoas viveriam ali e não projetaram muitos espaços para a circulação de pessoas: Bastava colocar o pé pra fora do prédio que um carro já aparecia e passava por cima dele. Simplesmente não tinha CALÇADA;
  4. O calor, né? Morar quase na Linha do Equador implica numa quantidade ABSURDA de raios solares e, consequentemente, calor;
  5. A minha falta de disciplina para manter uma rotina saudável.

Eu tinha me prometido que, assim que me mudasse, começaria a ser mais saudável. Passou um mês mas finalmente dei meu primeiro passo: consegui me alongar sem morrer (mas sem terminar a série que deveria ter feito). Eu mais engatinhei do que dei esse passo, pra falar a verdade, mas é um começo! Consegui arranjar um lugar para fazer meus alongamentos diários e ninguém vai me ver sofrendo.

Outro pequeno passo que dei foi o de começar a cuidar melhor da minha alimentação. Eu tenho psoríase e isso implica em uma série de alimentos que são PRATICAMENTE PROIBIDOS pra mim (mas eu comi a vida inteira porque não sabia disso). Eu não posso:

  1. Glúten;
  2. Laticínios;
  3. Açúcar branco;
  4. Alimentos embutidos/processados (ninguém deveria, na verdade);
  5. Álcool (isso aqui eu não consumi a vida toda, que fique bem claro; só comecei a beber com 25 anos).

Esses são os principais, mas pesquisando em alguns livros e artigos, aparentemente existe uma lista bem maior. Estou me preparando psicológica e financeiramente para fazer acompanhamento com nutricionista (eu comecei no ano passado mas acabei parando). Enquanto não faço isso, estou tentando adaptar minha alimentação (então devem rolar umas receitinhas por aqui de vez em quando).

Por falar em receitinhas, já vou deixar uma aqui! Essas foram as medidas que eu usei, mas dá pra adaptar pro tamanho da fome de cada um.

Crepioca Vapt-Vupt

  • 2 ovos;
  • 4 colheres de tapioca coada;
  • 2 fatias de presunto (teimosia!);
  • Manjericão fresco (colhi na hora);
  • Microverdes de coentro (também colhi na hora mas acho que não fiz uma boa decoração).

Use um garfo para bater os ovos com a tapioca até ficarem homogêneos. Adicione metade do tomate bem picadinho e metade do manjericão. Leve ao fogo baixo numa frigideira antiaderente e deixe cozinhando até que seja seguro virar a crepioca sem ela derramar (mas cuidado pra não queimar). Asse do outro lado e coloque num prato para montar o recheio. Coloque as duas fatias de presunto, a outra metade do tomate e do manjericão e coloque um fio de azeite por cima. Se quiser, pode jogar algum outro tempero (eu coloquei os microverdes de coentro). Está pronta para comer!

Cozinhar é melhor que pedir

Nos últimos tempos vim amadurecendo uma ideia e pesando todos os prós e contras dela: desinstalar o iFood do celular. Essa decisão vai ser bem difícil de manter porque ele acabou virando um vício: “Não quero fazer o jantar, vou pedir uma pizza” ou “Meu dia foi duro, mereço um lanche”. Quando ele tá no celular, é bem comum recebermos notificações, cupons, promoções e estamos a poucos cliques de distância de uma refeição, mas sair da plataforma também reflete meu posicionamento político e vou escrever um post em breve sobre isso.

Antes de desinstalar o app eu fiquei duas semanas sem pedir nada dele pra ver se eu aguentava. O fato de estar completamente quebrada e falida ajudou, mas isso é só um detalhe.

Essa será uma jornada longa em busca de uma vida mais saudável e eu espero que possas me acompanhar nela. Vou adorar receber comentários e receitas! Basta escrever aqui no post que eu vou responder com todo o carinho.

💖

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s

Crie um site ou blog no WordPress.com

Acima ↑

%d blogueiros gostam disto: