Vida Verde.

Eu moro na Amazônia. Não naquela Amazônia “clássica” como a maioria das pessoas costuma pensar (no meio da floresta, sem internet ou shopping center), mas na Amazônia “moderna” (com internet, shopping center, asfalto, engarrafamento e qualidade de vida duvidosa). Moro na Região Metropolitana de Belém (literalmente no 1º quarteirão da cidade vizinha, Ananindeua), então estou um pouco longe do “centro” mas não o suficiente para escapar dos problemas dele.

Amazônia Moderna – asfalto, engarrafamento e qualidade de vida duvidosa.

Os terrenos perto do condomínio que estou morando são grandes e, muitos deles, tem quintais arborizados. Por um lado isso é muito bom porque costumo “ver” a natureza da janela e ouvir o canto dos pássaros, cigarras e sapos; por outro lado é péssimo porque sempre tem um cretino queimando lixo, folhas secas ou algo parecido, no quintal.
Mas essa parte ruim eu vou deixar para outro post.

De certa forma viver nessa grande metrópole que ainda conserva áreas verdes me faz acreditar que a natureza pode estar em qualquer lugar, mesmo dentro de casa (ou apartamento, no meu caso) e que isso pode ser alcançado com algumas coisas bem simples.

Mais da metade da minha vida eu morei numa casa com jardim e quintal e, depois que saí dessa casa (casa da mamãe *___*), quis ter minhas próprias plantinhas. Foi assim que, em 2017, ainda morando em Belém, montei meu 1º “jardinzinho” (eram só umas 5 ou 6 plantas que ficavam na sala). Infelizmente no ano seguinte tive alguns problemas de saúde que não me permitiram continuar cuidando delas.

Ligeiramente minimalista, eu diria.

De lá para cá tentei “ter” plantinhas outras vezes. Ano passado as pobrezinhas não resistiram ao calor e morreram. Fiquei tão triste que decidi não comprar mais plantas por um bom tempo (mas ganhei dois vasinhos com suculentas que estava resistindo aqui, então a casa nunca ficou totalmente desmatada).

Esse ano, em meio à pandemia, descobri o canal Minhas Plantas e maratonei diversos vídeos tentando absorver o máximo de conhecimento possível. Ganhei o livro derivado do canal de presente e passei a estudar o assunto regularmente. Foi quando aconteceu algo que realmente mudou meu 2020: Carol Costa (a criadora do canal e jardineira profissional) lançou um curso online e gratuito sobre jardinagem!

Intensivão de Jardinagem da Carol Costa.

Decidi, mais uma vez, investir em plantinhas mas, dessa vez, munida de informações que pudessem me ajudar a evitar novos planticídios.

Passei de “ter plantas” para “cultivar plantas”.

Num plot twist hollywodiano, pouco tempo depois comecei a trabalhar na floricultura mais charmosa da região.

A floricultura mais charmosa da região.

E tudo começou com a minha vontade de criar um cantinho verde dentro de casa para relaxar e me desligar do mundo por um tempo. O cantinho verde (que originalmente estava limitado à sacada) foi crescendo e se espalhando pela casa, chegando a outros cômodos que nunca tinham visto planta (como o meu quarto e, futuramente, o banheiro). Já estou cheia de verdinhas, roxinhas e vermelhinhas.

Sei que muita gente entrou na “Vida Verde” por conta da pandemia porque, com mais tempo dentro de casa, é natural que se queira criar um ambiente mais aconchegante.
E isso é ótimo!

Por experiência própria, ter plantas dentro de casa deixa o ambiente mais aconchegante e com o ar mais puro, mas é preciso conhecer pelo menos um pouquinho da planta antes de levá-la para casa.
Pensando nisso, listei algumas perguntas que podem ajudar a todos que queiram embarcar na #UrbanJungle:

Minha mini-Urban Jungle.
  • Quanta luminosidade a planta precisa?
    Muitas plantas conseguem se desenvolver apenas com luz difusa, ou seja, sem o sol incidindo diretamente nas folhas. A essas plantas chamamos “plantas de meia sombra” (ou “meia luz”). É sempre bom saber se a plantinha que você está levando é uma dessas para não correr o risco de deixá-la no sol e ela acabar secando.
  • Com que frequência a planta deve ser regada?
    Via de regra regamos a planta quando a terra está um pouco mais seca, mas algumas plantas precisam que a terra esteja o tempo todo úmida (mas não encharcada, a não ser que seja uma planta de mangue ou aquática).
  • A planta é tóxica?
    Quem tem pets ou crianças em casa precisa prestar o máximo de atenção nisso! Existem plantas que liberam uma seiva tóxica parecida com leite e isso chama atenção da criança. Outras podem ter folhas ou flores tóxicas que podem acabar fazendo mal ou causando alergia aos pets.
  • Quais os tipos de pragas mais comuns que a planta pode apresentar?
    Ok, ninguém gosta de pragas, mas devemos estar preparados para tudo! Existem plantas que estão mais sujeitas a ataques de cochonilhas, por exemplo. Mesmo que se tenha todos os cuidados do mundo, é bom saber como combater cada praga.
  • A planta precisa de algum cuidado especial?
    Além dos cuidados básicos com luz e rega, às vezes a planta precisa de cuidados mais específicos, como adubação especial, solo diferenciado ou uma rara abelha africana para realizar a polinização. Prestar atenção a estes detalhes pode ser a diferença entre uma vida verde ou a frustração do planticídio.

E aí, já tás planejando a próxima visita à floricultura? Espero que sim!

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